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Escala de Coma de Glasgow: como avaliar o paciente grave

ESCRITO POR TEAM FULL EMERGENCY

Escala de Coma de Glasgow: como avaliar e tomar decisão no paciente grave

Se você atende emergência, precisa dominar a Escala de Coma de Glasgow (ECG).
🚨A Escala de Coma de Glasgow foi desenvolvida em 1974 na University of Glasgow pelos neurocirurgiões Graham Teasdale e Bryan Jennett. Na época, havia grande dificuldade em padronizar a avaliação do nível de consciência de pacientes com lesão cerebral, especialmente no trauma cranioencefálico. Termos subjetivos como torporoso ou comatoso variavam entre profissionais, o que prejudicava a comunicação entre equipes e dificultava o acompanhamento da evolução clínica.
Escala de Coma de Glasgow Full Emergency por Dra Talita Ribeiro
Para resolver esse problema, foi criada uma escala baseada em três respostas observáveis, abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, transformando a avaliação neurológica em um sistema objetivo e reprodutível. Essa padronização rapidamente se consolidou como linguagem universal na medicina e, até hoje, é utilizada em cenários como emergência, terapia intensiva e atendimento pré-hospitalar, mantendo sua relevância mesmo após mais de cinco décadas de sua criação.

Logo a Escala de Glasgow é uma ferramenta clínica que avalia o nível de consciência por meio de 3 componentes:

-Abertura ocular (AO)
-Resposta verbal (RV)
-Resposta motora (RM)
A soma varia de 3 a 15 pontos.

🚨Como aplicar a Escala de Coma de Glasgow na prática

1. Abertura ocular (AO)
•4 – Espontânea
•3 – Ao chamado verbal
•2 – À dor
•1 – Nenhuma resposta
2. Resposta verbal (RV)
•5 – Orientado
•4 – Confuso
•3 – Palavras inapropriadas
•2 – Sons incompreensíveis
•1 – Nenhuma resposta
3. Resposta motora (RM)
•6 – Obedece comandos
•5 – Localiza dor
•4 – Retira à dor
•3 – Flexão anormal (decorticação)
•2 – Extensão (descerebração)
•1 – Nenhuma resposta

🚨Como calcular

Glasgow = AO + RV + RM
Exemplo:
Paciente abre os olhos à dor (2), emite sons (2), retira à dor (4). Glasgow = 8

🚨Erros comuns ao usar a Escala de Coma de Glasgow

•Somar errado
•Não descrever os componentes (AO, RV, RM)
•Ignorar fatores confundidores (sedação, álcool, hipóxia)
•Não reavaliar ao longo do tempo
•Considerar a pior resposta
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