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Diretriz AHA/ASA 2026: Manejo Precoce do AVC Isquêmico Agudo

Por Talita Ribeiro da Silva · CRM/PR 38.732 · RQE Medicina de Emergência 35.837·

A Diretriz 2026 da American Heart Association (AHA) e da American Stroke Association (ASA) atualiza o manejo precoce do AVC isquêmico agudo, reforçando que se trata de uma condição altamente tempo-dependente. O documento destaca que organização do sistema de cuidado e rápida implementação de terapias de reperfusão são determinantes de sobrevida e desfecho funcional, com integração entre pré-hospitalar, emergência, imagem, neurologia e terapia endovascular.

Conscientização populacional e reconhecimento precoce

Campanhas de conscientização são apontadas como essenciais para reduzir o tempo entre o início dos sintomas e o primeiro contato médico. A diretriz ressalta a importância de:

Na emergência, cada segundo conta.

Saber quando e como aplicar o curativo de três pontas é só uma parte do atendimento ao trauma torácico. No Treinamento de Rotinas de Resgate (TRR), você domina na prática todo o protocolo de trauma — do pré-hospitalar à sala de emergência.

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Atendimento pré-hospitalar

Os serviços de emergência devem:


Destino hospitalar e oclusão de grande vaso

Quando houver suspeita de oclusão proximal, recomenda-se encaminhamento preferencial a centros com capacidade de trombectomia, desde que isso não gere atrasos excessivos ou risco clínico adicional.

Unidades móveis de AVC e Telestroke

Unidades móveis de AVC

Podem reduzir o tempo até trombólise intravenosa, mas a implementação deve ser criteriosa, limitada a cenários com viabilidade logística e custo-efetividade.

Telestroke

É consolidada como padrão de cuidado, com recomendação forte e alto nível de evidência, ampliando acesso à trombólise em hospitais sem neurologista presencial e reduzindo desigualdades regionais.

Avaliação na emergência e estratificação neurológica

Na chegada ao departamento de emergência, a avaliação deve ser rápida, estruturada e sistemática (história clínica, exame físico geral e neurológico).

NIHSS como ferramenta central

A diretriz reforça o uso rotineiro da NIHSS para:


Exames laboratoriais e princípio do “não atraso terapêutico”

A diretriz estabelece que:


Neuroimagem na fase hiperaguda

Tomografia de crânio sem contraste

É obrigatória e deve ser imediata para excluir hemorragia intracraniana.

Angiotomografia e perfusão


Ponto-chave: imagem avançada não deve atrasar trombólise intravenosa quando indicada.

Manejo clínico inicial (suporte fisiológico)

Oxigenação, via aérea e ventilação


Controle da pressão arterial


Controle metabólico e temperatura


Terapias de reperfusão

Trombólise intravenosa

Indicada até 4,5 horas em pacientes elegíveis.


Trombectomia mecânica

Fortemente recomendada em:


Pode ser realizada em pacientes com ou sem trombólise IV. Pacientes com NIHSS mais baixo podem ser considerados se apresentarem déficits claramente incapacitantes.

Populações e cenários especiais

Circulação posterior (ex.: artéria basilar)

Há evidência crescente em favor da trombectomia, com decisão individualizada (gravidade, tempo, imagem e experiência do centro).

Pediatria

Trombólise e trombectomia podem ser consideradas em centros especializados, apesar de evidência limitada, reforçando a necessidade de suspeição precoce e protocolos específicos.

Antiagregação, anticoagulação e neuroproteção

Na emergência, cada segundo conta.

Saber quando e como aplicar o curativo de três pontas é só uma parte do atendimento ao trauma torácico. No Treinamento de Rotinas de Resgate (TRR), você domina na prática todo o protocolo de trauma — do pré-hospitalar à sala de emergência.

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Cuidados intra-hospitalares e prevenção de complicações

Stroke units

Recomendadas por reduzirem mortalidade, dependência funcional e tempo de internação.

Disfagia e suporte clínico


AVC isquêmico pediátrico

A diretriz enfatiza que o maior desafio é o subdiagnóstico; protocolos específicos ajudam a reduzir atrasos e ampliar acesso oportuno às terapias em centros especializados.